quarta-feira, 19 de outubro de 2011

Palestra:Educação no Trânsito


Alunos das redes municipal e estadual de ensino

Data: 21/09/2011
Alunos das séries iniciais de oito escolas municipais e sete estaduais participaram de uma palestra sobre educação de trânsito realizado nesta terça-feira, 20, pela manhã. A exposição faz parte da programação da Semana Nacional de Trânsito, em Porto Velho, realizada pela prefeitura da Capital e o governo do estado. As palestras ocorreram nas escolas Juscelino Kubitschek de Oliveira, Santa Marcelina, Mário Castagna, Tiradentes, Professor Orlando Freire, 21 de Abril, Duque de Caxias (estaduais) Pedro Batalha, Maria Isaura, Ulisses Soares, Francisco Erse, João Ribeiro Soares, Darcy Ribeiro, Flor do Piquiá e Joaquim Vicente Rondon (municipais).
Durante a explanação os alunos receberam orientações sobre como se comportar no trânsito, a importância do uso da faixa de pedestre, cuidado ao atravessar as ruas que não têm faixa de pedestres, obediência à sinalização de trânsito, entre outros assuntos. Na escola Juscelino Kubitschek de Oliveira, no bairro Agenor de Carvalho, a palestrante, a professora Cesiane Camargo, da Secretaria de Estado da Educação (Seduc), lembrou que o país todo está mobilizado debatendo as questões que envolvem o trânsito nas cidades. E enfatizou a importância de se obedecer a legislação do trânsito.
Na escola Ulisses Soares, no JK I, a PM Diane dos Santos, da Coordenadoria de Educação de Trânsito (CET), lembrou aos presentes que ciclistas, motociclistas e pedestres estão mais vulneráveis às ocorrências de trânsito, por isso precisam ter uma atenção redobrada para evitar se envolverem em acidentes. Ela também orientou as crianças para o uso correto das calçadas e a utilização de bicicletas, que têm que ser equipadas com retrovisor, campainha, faixas refletivas na frente, atrás, nos pneus e no pedal, para que sejam visualizados quando andarem em ruas escuras.
Lupercio Rodrigues, de 12 anos, aluno do 5º ano B, da escola Juscelino Kubitschek, gostou da iniciativa tomada pela coordenação da Semana do Trânsito em levar até eles um assunto muito importante. “Achei muito boa essa ideia porque assim a gente fica sabendo mais sobre o trânsito e acaba aprendendo para não fazer a coisa errada”, falou. Karine Tayná, de 10 anos, da escola Ulisses Rocha, é da mesma opinião. “Foi muito importante pra nós sabermos desses assuntos. Tem muito motorista que realmente não respeita ninguém quando está na rua. Outro dia aconteceu um acidente aqui no sinal por causa disso”, lembrou.
Carlos Gabriel, 10 anos, também da escola Ulisses Rocha, disse que além de aprender, também vai passar adiante as informações que recebeu. “Gostei muito. Foi muito boa as informações. Vou levar para os meus parentes tudo que aprendi aqui e também quando for motorista, não vou querer fazer nada errado”, disse.

O que é bullying?


Bullying é uma situação que se caracteriza por agressões intencionais, verbais ou físicas, feitas de maneira repetitiva, por um ou mais alunos contra um ou mais colegas. O termo bullying tem origem na palavra inglesa bully, que significa valentão, brigão. Mesmo sem uma denominação em português, é entendido como ameaça, tirania, opressão, intimidação, humilhação e maltrato.

"É uma das formas de violência que mais cresce no mundo", afirma Cléo Fante, educadora e autora do livro Fenômeno Bullying: Como Prevenir a Violência nas Escolas e Educar para a Paz (224 págs., Ed. Verus, tel. (19) 4009-6868 ). Segundo a especialista, o bullying pode ocorrer em qualquer contexto social, como escolas, universidades, famílias, vizinhança e locais de trabalho. O que, à primeira vista, pode parecer um simples apelido inofensivo pode afetar emocional e fisicamente o alvo da ofensa.
Além de um possível isolamento ou queda do rendimento escolar, crianças e adolescentes que passam por humilhações racistas, difamatórias ou separatistas podesm apresentar doenças psicossomáticas e sofrer de algum tipo de trauma que influencie traços da personalidade. Em alguns casos extremos, o bullying chega a afetar o estado emocional do jovem de tal maneira que ele opte por soluções trágicas, como o suicídio.

Como preparar a escola para a Prova Brasil Especialistas comentam o que deve ser feito para que a escola tenha um bom desempenho na avaliação externa


Entre os próximos dias 7 e 18 de novembro, os alunos de 5º e 9º anos (ou da 4ª e 8ª séries) de todas as escolas públicas urbanas e rurais do país com mais de 20 estudantes por turma realizarão a Prova Brasil. Pensando em fazer com que a escola tenha um bom desempenho, há gestores que incentivam os professores a aplicar simulados e até mesmo a treinar as turmas para o teste por meio da repetição. Por melhor que seja a intenção, trata-se de um grande equívoco. "Esse exame tem por objetivo avaliar competências de Língua Portuguesa e Matemática que são construídas ao longo do tempo e se solidificam somente com um bom trabalho pedagógico - e não com exercícios mecânicos", alerta Jussara Hoffmann, autora de livros sobre avaliação e diretora da Editora Mediação, em Porto Alegre.
A preparação para o exame deve, portanto, ser de outra natureza: esclarecer todos os integrantes da comunidade escolar a respeito do que é a avaliação, garantir a organização interna para a realização da prova e saber como utilizar os resultados em benefício dos processos de ensino e aprendizagem (leia a reportagem 7 ações para aproveitar bem a Prova Brasil). Como lembra Maria do Pilar Lacerda, secretária de Educação Básica do Ministério da Educação (MEC), "uma avaliação só faz sentido quando leva à reflexão e à transformação da prática pedagógica. Não basta ser uma mera constatação. Precisa ser uma provocação para a equipe pensar a respeito do que está dando certo e do que ainda pode melhorar a fim de assegurar de fato a aprendizagem de todos os alunos".
Também em novembro, parte das escolas brasileiras é selecionada para participar do Sistema Nacional de Avaliação da Educação Básica (Saeb), que oferece um resultado amostral das mesmas séries avaliadas pela Prova Brasil mais o 3º ano do Ensino Médio (leia sobre as diferenças dos exames no quadro abaixo). As notas dessas avaliações são usadas para compor o Índice de Desenvolvimento da Educação Básica (Ideb), instrumento que o governo federal tem utilizado para definir políticas públicas destinadas à melhoria da Educação em nosso país.
Nesse sentido, também é preciso cautela para não cair na tentação de pautar o currículo escolar somente pela busca de um Ideb cada vez melhor. "Toda escola precisa ter um sistema próprio de avaliação, de acordo com as metas estabelecidas em seu projeto político-pedagógico (PPP). Exames internos e externos devem, portanto, ser usados de maneira complementar", diz Maria Amabile Mansutti, coordenadora técnica do Centro de Estudos e Pesquisas em Educação, Cultura e Ação Comunitária (Cenpec). Dessa forma, a equipe gestora contribui para criar uma cultura institucional que realmente vê a avaliação, qualquer que seja ela, não como uma forma de punir e responsabilizar um ou outro educador, mas como uma ferramenta formativa a serviço do aprimoramento das estratégias de trabalho.
Avaliações nacionais

Em 1990, o Saeb surgiu para levantar dados sobre a Educação nas regiões geográficas e nos estados brasileiros. Já em 2005, a Prova Brasil foi criada para oferecer dados mais específicos sobre os municípios e as escolas. A partir de 2007, os dois exames passaram a ser realizados em conjunto. Conheça os detalhes:
 Prova BrasilSaeb
A quem se destinaAlunos de 5º e 9º anos do Ensino FundamentalAlunos de 5º e 9º anos do Ensino Fundamental e do 3º ano do Ensino Médio
Escolas participantesUnidades públicas de áreas urbanas e ruraisUnidades públicas e privadas de áreas urbanas e rurais
AlcanceUniversal - todos os estudantes das séries indicadas fazem a provaAmostral - apenas uma parte dos alunos das séries avaliadas participa do exame
AplicaçãoUma parcela das escolas participantes compõe os resultados do SaebTodos fazem a Prova Brasil e, por meio de um recorte, chega-se aos números do Saeb